HIDROCARBONETOS AROMÁTICOS POLICÍCLICOS (HAPS), PROPRIEDADES E FATORES QUE AFETAM SUA DEGRADAÇÃO
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Escrito por Judith Liliana Solórzono; Lemos Sabrina Dias de Oliveira; Cláudia Affonso Barros; Luiz André Felizardo Silva Schlittler; Nei Pereira Jr
Os hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPAs) são, geralmente, estruturas com dois ou mais anéis benzênicos, dispostos de forma linear, angular ou agrupada. Os HPAs, e os seus homólogos alquila, podem ser derivados de precursores biogênicos, e podem ser introduzidos no ambiente a partir de diversas fontes como motores de ciclo Otto e diesel, o “alcatrão” da fumaça do cigarro, a superfície dos alimentos queimados, fumaça da queima de madeira ou carvão e outros processos de combustão parcial nos quais o carbono ou combustível não são convertidos em CO ou CO2. A degradação dos HPAs por microrganismos está inversamente relacionada com o aumento do número de anéis e com a baixa solubilidade em água. Dessa forma, aqueles compostos de dois a quatro anéis são mais facilmente degradados do que aqueles que apresentam mais anéis, estando os tempos de biodegradação relacionados a esse número. Quanto maior o número de anéis, maior o tempo para a sua degradação química ou microbiológica.