GASEIFICAÇÃO DE BIOMASSA

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Escrito por Luiz André Felizardo Silva Schlittler; Edelvio de Barros Gomes; Adelaide Maria de Souza Antunes; Nei Pereira Júnior; Judith Liliana Solórzono Lemos

  
a biomassa vem-se afirmando como uma fonte de energia e matéria-prima, e exibe potencial para complementar ou mesmo substituir os materiais fósseis e seus derivados. As tecnologias de gaseificação não são recentes, todavia, mostram-se capazes de suprir as demandas energéticas mundiais, de maneira sustentável e ambientalmente correta, em um futuro não tão distante. Apesar do impacto positivo atestado, a gaseificação ainda não é um processo amplamente difundido. Algumas experiências energéticas já vêm sendo realizadas em diversos países, inclusive no Brasil, mas em nível experimental. A gaseificação pode utilizar qualquer tipo de composto orgânico e seu produto será sempre uma mistura de gases rica em hidrogênio e óxidos de carbono, em especial o monóxido, variando apenas suas respectivas concentrações. A gaseificação de biomassas, principalmente as de natureza lignocelulósica, tem vantagens sobre a de fontes fósseis, que é o custo, já que são remanescentes de processos agrícolas ou agroindustriais. A utilização de gás de síntese, como matéria-prima para processos produtivos, vem ganhando notoriedade. A partir desse gás é possível produzir uma vasta quantidade de compostos, sob diferentes fatores, como temperatura, pressão, composição, catalisador... e vem sendo a base para o que se convencionou chamar de “biorrefinaria de 4ª geração”.
 
 
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